Neste mundo, somos ensinados que a ingenuidade e a vulnerabilidade são atributos que devem ser eliminados sob pena de sermos destruídos, tanto emocional como mentalmente e, em casos extremos, até fisicamente. É frequente ouvir alguém dizer perante uma criança ou jovem sensível e ingénuo: pobrezinho, vai ter muito que penar e sofrer até aprender que o mundo é uma selva. É frequente ouvir dizer que a decepção e a desilusão são “culpa” de quem se deixou enganar, de quem confiou demais, de quem acreditou demais…iludem-se,não têm cabeça, diz-se.
São dignos de pena, mas nunca dignos de admiração…afinal, quem quer ser como eles? Quem quereria, dia após dia, correr o risco de ser magoado e atacado por, simplesmente, ter o coração desnudado em frente ao peito? Por expressar quem é, o que pensa, o que sente, sem ter noção dos dentes que se arreganham em seu redor? Não! Queremos ser piratas de colarinho: atraentes o suficiente para que os outros se aproximem, mas com engenho para ver as suas intenções e atacar de volta, mantendo longe o perigo das ondas de enfrentar o Mar em liberdade.
Não defendemos a desconfiança como traço agradável de personalidade, mas consideramo-la um mal necessário.
Durante muito tempo, acreditei nisto. Mais ainda por sentir, na pele, a devastação que os pensamentos e sentimentos inferiores podem causar mesmo antes de haver qualquer acção visível. Hoje, após reflexão contínua acerca do ensinamento de que não se combate Medo com Medo, mas sim mostra-se Amor, a minha perspectiva mudou. Baseio-me não só no meu próprio caso, como também em casos de pessoas próximas e até afastadas, mas que, com o poder da internet, se tornam o nosso vizinho. O mundo é, muitas vezes, um local difícil, obscuro e cheio de nuances “perigosas”. Mesmo estando num país dito “civilizado”, o nosso mundo “pessoal”: os nossos relacionamentos, trabalho, ambientes, leis, etc, reflectem essa obscuridade. Ao virar da esquina, pode estar aquela pessoa, aquela situação, aquela decepção que só está à espera da oportunidade para nos deitar abaixo. E, tal como fomos ensinados, endurecemos o nosso coração, olhamos em volta com desconfiança e nunca largamos a guarda. Criamos personagens, máscaras como escudos de protecção que irão apanhar as balas por nós.
E, para sobreviver à loucura, tornamo-nos nos próprios loucos defensores da necessidade de viver em guerra aberta, pois não há escolha perante a natureza imprevisível e devastadora do Ego humano. Acreditamos nisto e ensinamos os nossos filhos o mesmo, pois há que ter coragem neste mundo louco. E, nesta prisão interna da constante inquietação de podermos estar a ser caçados, não nos apercebemos que os corajosos não somos nós. E, tampouco, somos as presas. À nossa dimensão, tornámo-nos iguais a quem, um dia, nos perseguiu para assegurar que isso não acontecerá novamente. Sacrificámos a nossa inocência para nos tornarmos naquele intelectual frio, calculista, controlado (e controlador), desconfiado e sentimo-nos mais seguros nessa bolha. Tornamo-nos no Outro, que odiámos um dia, para lhe escapar. Por isso, remetemos para a juventude valores, (que acreditamos também ir ser destruídos com o tempo), como o idealismo, a inocência, a ingenuidade, o romantismo e a liberdade. E, quando essas qualidades são preservadas pelo adulto, de cada vez que este é enganado, é mais uma prova para nós de que estamos certos.
Mas, alguma vez, ouvimos dizer que, num caminho escuro, são as lamparinas apagadas que nos vão mostrar o caminho? Por acaso, a Estrela Polar, que nos guia a casa, é um ponto escuro no céu? Será alguma vez possível, o fumo aquecer-nos as mãos (e os corações) ao invés do fogo?
Corajosos são aqueles que se mantêm inocentes. Corajosos são aqueles que, perante as maiores adversidades e correndo riscos de serem enganados e magoados, olham em volta com confiança, dão-se sem reservas. Olham os outros nos olhos, com a frescura das crianças, como se tu fosses a melhor pessoa do mundo. Eles têm coragem, porque se recusam a apagar a sua Luz, a adoptar a capa do cinismo, recusam fazer parte do céu escuro e recusam usar máscaras para não constranger o mundo! São ingénuos, sensíveis, vulneráveis, românticos e são magníficos! Magníficos porque são autênticos! Autênticos na sua inocência e, por isso, em vez de serem perseguidos como alvos a abater, devem ser protegidos e admirados pela sua coragem e força. Precisamente, porque é o caminho mais difícil dar sem olhar a quem, dar só por dar e dar com sinceridade. Essa Luz é aquela que muda o mundo. São as lamparinas acesas que nos guiarão de volta a casa. A nossa Estrela Polar. Parar de os aconselhar a mudar, porque é mais fácil, mas mudarmos com eles.
Corremos o risco de perder tudo aquilo que construímos? Concerteza. É aterrador pensar que podemos perder o emprego, a nossa segurança? Sem dúvida. Mas o nosso olhar sobre nós, a vida e o mundo muda também. Sentimos que temos valor. Sentimos que temos mais para Dar e ao escolhermos descobrir isso, sentimos que somos capazes de o fazer.
Há tantos casos, em todo o mundo, de sucesso que, primeiro, tiveram de deixar ir toda a construção que haviam feito. Simplesmente, vivemos rodeados de notícias de insucessos, injustiças e sofrimento alheio e, assim, ficamos ainda mais aterrados com a possibilidade da queda. Submetemo-nos a uma prisão mental e sentimental com medo de que a libertação nos traga ainda mais perigo. Não precisamos de tomar a acção de largar o emprego para provar que queremos mudar, se este significa a nossa subsistência neste momento. Tudo o que foi construído na base do Ego vai caindo por terra para ser substituído pelo Todo baseado na Luz, quando tomamos a decisão interna de largar o espartilho social em que nos encontramos e rumar ao nosso propósito de vida, relembrar o valor da inocência, sentir a coragem de ter o coração cá fora, o encorajamento de nos amarmos mais por largar o caminho mais fácil, o sabor de sorrir perante o desconhecido e a libertação de mostrar quem somos, em toda a nossa vulnerabilidade, sem nos condicionarmos pelas circunstâncias à nossa volta!
Assim, podemos perder o emprego, se esteve estiver desalinhado com o nosso propósito, podemos perder as pessoas que antes estavam connosco por outras razões que não Amor, podemos até mudar de casa, porque, afinal, estávamos longe do sítio que reflectia a nossa verdadeira natureza, mas tudo isto se perde para se ganhar. Ganhar um sentido para rir, para viver em harmonia, para sentir que o trabalho que fazemos é mesmo “aquilo” que sempre sonhámos! Ganhar experiências que nos enchem o coração de Gratidão e Alegria! Ganhar pessoas que nos amam por aquilo que somos, que nos desafiam mas apoiam.
Largar a escassez para abrir os braços à Abundância!
Sejamos os corajosos, recusemo-nos a ser os escorraçados com medo da própria sombra (ou com medo da própria Luz). Lembremo-nos que não estamos sozinhos, basta pedir a Deus, ao Universo ou aos nossos guias que nos orientem e intervenham no sentido de encontrarmos o nosso propósito de vida. Há toda uma equipa de Luz, para cada um de nós, a respeitar o nosso livre-arbítrio e à espera que o usemos para nos ajudar a semear e a crescer Amor nas nossas vidas. Há todo um mundo a descobrir, tão vasto e profundo quanto a imensidão da Alma que ocupa o nosso corpo. E ser vulnerável não significa ser permissivo. Acreditem quando digo que o fogo e a firmeza que o Arcanjo Micael emana estão longe de serem deslavados! E este é o potencial que habita dentro de nós.
A firmeza de afirmar que é nosso direito de Alma viver em Liberdade. Coragem!
Com Amor,
Sofia
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
A Criação Visível e a Criação Invisível
Quando criamos algo, seja um desenho, seja um texto, seja um receita de cozinha, seja uma peça de decoração, estamos perante aquilo a que eu chamo de criação visível. A criação visível são todas aquelas manifestações que partem da nossa criatividade, podem ter energia positiva ou dissonante consoante a nossa intenção ou “estado de espírito” no processo da criação. E, quando essa criação está ligada ao nosso rendimento financeiro ou ao nosso rendimento da Alma, (aquelas actividades que não podemos deixar de fazer por serem a realização de nós próprios), queremos “criar” a toda a hora!
Criar visivelmente, pois a manifestação do que temos dentro, naquele momento, é a maior satisfação para nós e, muitas das vezes, sentimos como se tivesse sido um bom uso do nosso tempo, uma vez que os outros poderão ver aquilo que criámos. Especialmente, quando temos pouco tempo, no nosso dia, para essas actividades, queremos usar o tempo que nos resta para criar.
E, quando, por alguma razão, não conseguimos criar, passamos o tempo a pensar nisso. Os dias passam, a inspiração não vem, ideias nem vê-las e a criação começa a assemelhar-se àquele oásis que sabemos poder alcançar, mas que, nesses momentos, não passa de miragem.
Assim, começamos a elaborar o porquê da inspiração não vir, o porquê de estarmos naquele vazio de ideias, apesar da vontade interior de criar. Estaremos cansados? Com demasiadas responsabilidades? Deveremos meditar mais, conciliar mais, sair mais, variar mais? E, enquanto nos mantivermos nesta terra de frustração, as únicas plantas que irão crescer, no nosso jardim, servirão apenas para aumentar a vegetação à volta dos nossos tornozelos. Rapidamente, teremos heras entrelaçadas nas pernas e continuamos a perguntar-nos porque razão nos sentimos paralisados…
O que não conseguimos compreender, nesses momentos, é que a paralisia que sentimos está relacionada com a criação visível. Queremos que as nossas ideias interiores tenham expressão externa e, quando esta não é possível, entramos em frustração. Esquecemo-nos de que existe a criação invisível que nasce da natureza infinita da nossa Alma e que é tão rica quanto todos os matizes de cor de que somos feitos. Antes de haver criação visível, ocorre a criação invisível.
E, quando paralisamos nessa manifestação externa, é porque deixámos de estar no momento presente, deixámos de nos concentrar em nós “aqui” para nos concentrarmos em nós “ali”. Se nos sentimos frustrados no momento presente é, simplesmente, porque não conseguimos aceitar que aquele momento não é de criação visível, mas sim momento de aceitar o silêncio e a paragem em nós e permitirmo-nos receber tudo aquilo que aquele momento tem para nos dar.
Abstrairmo-nos dos resultados e abrirmo-nos ao Todo, mesmo que, nesse processo, os únicos a darem-se conta da profundidade e criatividade da nossa Alma, somos nós. Não precisamos de estar, constantemente, a provar ao mundo de que somos capazes de criações maravilhosas e profundas. Não precisamos de nos preocupar com o sermos capazes ou não dessas criações. Precisamos de deixar de precisar de fazer seja o que for a não ser: estar no momento presente e abrir os braços para receber o que ele tem para nós!
Quando, no meio das nossas tarefas, vamos, por momentos, à varanda e, sem querer, somos tomados pela beleza do céu, é ficarmos a beber aquela comunhão. Largar as preocupações do: eu devia estar a fazer isto ou a aproveitar aquilo e, simplesmente, estar! Todos os momentos em que conseguimos estar, plenamente, no presente, ficam gravados em nós. Nesses momentos, nós estamos no processo da criação invisível que irá, irremediavelmente, desembocar na criação visível!
E a criação visível são, também, as nossas atitudes, comportamentos e gestos que podem ser vistos por outros. Mas, toda ela começa a partir da criação invisível. Assim, a forma como encaras esses momentos de aparente paragem ou silêncio "inútil" da não-acção, lembra-te que são as gravações desses momentos que irão determinar as tuas criações que todos poderão ver! Em todos os segundos da tua vida, estás a criar, mesmo que não o consigas ver. É como aquela pergunta: se uma árvore cair no meio de uma floresta e ninguém vir, será que caiu mesmo? E, assim sendo, quantas árvores não cairão, em todo o mundo, sem que ninguém se dê conta? E, assim sendo, quantas ideias e inspirações não ocorrem na tua floresta interior, sem que tu te dês conta?
E a verdade é: é irrelevante se é visível para ti ou para os outros, a criação não precisa deste reconhecimento para acontecer, é inevitável, somos Seres de criação quer queiramos quer não. Assim, reflecte sobre a forma como estás a viver os teus momentos de criação invisível e, talvez, tenhas aí algumas respostas para o porquê do estado da tua vida no que diz respeito aos teus relacionamentos, à tua carreira, às oportunidades que surgem, à forma como o teu corpo se sente durante o dia, como olhas para ti e para os outros e quais os teus valores…sem críticas e com muito Amor e Compaixão por ti!
E, lembra-te que tu és Criação e tens livre-arbítrio que te permite escolher de que forma vais criar: com um sorriso ou… de sobrolho carregado? ;)
Com Amor,
Sofia
Criar visivelmente, pois a manifestação do que temos dentro, naquele momento, é a maior satisfação para nós e, muitas das vezes, sentimos como se tivesse sido um bom uso do nosso tempo, uma vez que os outros poderão ver aquilo que criámos. Especialmente, quando temos pouco tempo, no nosso dia, para essas actividades, queremos usar o tempo que nos resta para criar.
E, quando, por alguma razão, não conseguimos criar, passamos o tempo a pensar nisso. Os dias passam, a inspiração não vem, ideias nem vê-las e a criação começa a assemelhar-se àquele oásis que sabemos poder alcançar, mas que, nesses momentos, não passa de miragem.
Assim, começamos a elaborar o porquê da inspiração não vir, o porquê de estarmos naquele vazio de ideias, apesar da vontade interior de criar. Estaremos cansados? Com demasiadas responsabilidades? Deveremos meditar mais, conciliar mais, sair mais, variar mais? E, enquanto nos mantivermos nesta terra de frustração, as únicas plantas que irão crescer, no nosso jardim, servirão apenas para aumentar a vegetação à volta dos nossos tornozelos. Rapidamente, teremos heras entrelaçadas nas pernas e continuamos a perguntar-nos porque razão nos sentimos paralisados…
O que não conseguimos compreender, nesses momentos, é que a paralisia que sentimos está relacionada com a criação visível. Queremos que as nossas ideias interiores tenham expressão externa e, quando esta não é possível, entramos em frustração. Esquecemo-nos de que existe a criação invisível que nasce da natureza infinita da nossa Alma e que é tão rica quanto todos os matizes de cor de que somos feitos. Antes de haver criação visível, ocorre a criação invisível.
E, quando paralisamos nessa manifestação externa, é porque deixámos de estar no momento presente, deixámos de nos concentrar em nós “aqui” para nos concentrarmos em nós “ali”. Se nos sentimos frustrados no momento presente é, simplesmente, porque não conseguimos aceitar que aquele momento não é de criação visível, mas sim momento de aceitar o silêncio e a paragem em nós e permitirmo-nos receber tudo aquilo que aquele momento tem para nos dar.
Abstrairmo-nos dos resultados e abrirmo-nos ao Todo, mesmo que, nesse processo, os únicos a darem-se conta da profundidade e criatividade da nossa Alma, somos nós. Não precisamos de estar, constantemente, a provar ao mundo de que somos capazes de criações maravilhosas e profundas. Não precisamos de nos preocupar com o sermos capazes ou não dessas criações. Precisamos de deixar de precisar de fazer seja o que for a não ser: estar no momento presente e abrir os braços para receber o que ele tem para nós!
Quando, no meio das nossas tarefas, vamos, por momentos, à varanda e, sem querer, somos tomados pela beleza do céu, é ficarmos a beber aquela comunhão. Largar as preocupações do: eu devia estar a fazer isto ou a aproveitar aquilo e, simplesmente, estar! Todos os momentos em que conseguimos estar, plenamente, no presente, ficam gravados em nós. Nesses momentos, nós estamos no processo da criação invisível que irá, irremediavelmente, desembocar na criação visível!
E a criação visível são, também, as nossas atitudes, comportamentos e gestos que podem ser vistos por outros. Mas, toda ela começa a partir da criação invisível. Assim, a forma como encaras esses momentos de aparente paragem ou silêncio "inútil" da não-acção, lembra-te que são as gravações desses momentos que irão determinar as tuas criações que todos poderão ver! Em todos os segundos da tua vida, estás a criar, mesmo que não o consigas ver. É como aquela pergunta: se uma árvore cair no meio de uma floresta e ninguém vir, será que caiu mesmo? E, assim sendo, quantas árvores não cairão, em todo o mundo, sem que ninguém se dê conta? E, assim sendo, quantas ideias e inspirações não ocorrem na tua floresta interior, sem que tu te dês conta?
E a verdade é: é irrelevante se é visível para ti ou para os outros, a criação não precisa deste reconhecimento para acontecer, é inevitável, somos Seres de criação quer queiramos quer não. Assim, reflecte sobre a forma como estás a viver os teus momentos de criação invisível e, talvez, tenhas aí algumas respostas para o porquê do estado da tua vida no que diz respeito aos teus relacionamentos, à tua carreira, às oportunidades que surgem, à forma como o teu corpo se sente durante o dia, como olhas para ti e para os outros e quais os teus valores…sem críticas e com muito Amor e Compaixão por ti!
E, lembra-te que tu és Criação e tens livre-arbítrio que te permite escolher de que forma vais criar: com um sorriso ou… de sobrolho carregado? ;)
Com Amor,
Sofia
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Quando o Medo se Mascara de Amor
Começamos com um facto que todos nós já sabemos, seja porque ouvimos e lemos histórias de pessoas na televisão ou nos jornais, seja pela História do mundo: as maiores atrocidades podem ser cometidas em nome do Amor…várias foram cometidas em nome de Jesus, em nome de um valor cristão. Muitos sofreram e ainda sofrem em nome de Deus, em nome de uma Fé cega que destrói e mutila baseando-se numa razão distorcida de que assim se eliminará o “mal” ou o “que não está bem” no mundo. Provoca-se o sofrimento, maltrata-se, passa-se por cima do respeito e da dedicação ao Amor, por um qualquer ideal que, aparentemente, é mais importante e elevado que a dádiva divina da Vida e ao direito de cada um de nós receber compreensão, tolerância e compaixão.
Transportemos essas histórias e a própria História para dentro das nossas paredes…ou talvez, das paredes de amigos nossos, familiares, pais, avós, vizinhos, etc…conseguiremos reconhecer nos sentimentos e nas atitudes inter-relacionais o princípio deste facto? Conseguiremos reconhecer o desrespeito e os maus-tratos, mesmo quando estes não têm uma dimensão global? Conseguiremos sentir a tristeza e desolação que nos provoca assistir a notícias de morte de animais e natureza pela negligência e egoísmo e, ao mesmo tempo, compadecermo-nos do nosso vizinho, do nosso amigo, do nosso pai, do nosso amante? Será mais fácil erguer o punho contra a injustiça, a violência e a indiferença quando estes reflectem uma realidade longe de nós?
Muitas vezes me perguntei, ao assistir a certas situações, o que leva alguém a ter as mesmas atitudes ou acções de quem mais critica ou de quem mais o magoou, mas justifica-se a si próprio convencendo-se de que o faz por Amor, por Deus, pela Luz? Que princípio tão elevado é esse que leva, por exemplo, um terapeuta a dizer “as verdades” num tom seco, cortante e critico a quem está no seu momento mais vulnerável? Onde, no coração desse terapeuta, ele sente que tem o direito de passar as mensagens “de Deus” da forma mais baixa possível?
E, que razão tão elevada é essa, que sentimos que temos, que nos leva a convencermo-nos que não faz “mal” maltratar quem mais amamos? Eu já passei por isso. Já passei por recipiente desses desrespeitos e já passei por realizador desses mesmos desrespeitos. E, ao ver a devastação que provocava à minha volta, reconheci que aquele não podia ser o caminho que eu queria para mim. Podia ter a maior razão do mundo, mas perdia-a toda naquele momento de raiva. Neste caminho do Amor, as nossas escolhas são cruciais. E, por vezes, essas escolhas implicam longas horas de nos olhar bem a fundo e fazer a pergunta: eu quero ser o que semeia Amor ou eu quero ser o que semeia o Medo? E, nesses momentos, podemos ter a noção de que não conseguimos sentir nada mais senão frustração, raiva ou ressentimentos, mas a escolha é nossa se continuamos a semear essas sementes em nós e no outro ou se reconhecemos que é altura de ir pelo outro caminho.
Um acto de crueldade não se torna certo porque as intenções foram boas. Os fins não justificam os meios, por mais que nos queiramos convencer dos “bons” resultados. Se, para ajudar 50 indivíduos a ficarem “bem”, outros 30 têm que ser sacrificados, e no final, convencemo-nos de que a acção foi bem-sucedida, lembremo-nos que uma vida é divina, cada um de nós é único e tem o direito IGUAL à vida. Como disse o Arcanjo Micael através da Doreen Virtue: nesta rede de Luz, cada humano consciente representa um ponto de Luz e, se, nem que seja um único ponto de Luz se extinguir, toda a rede é afectada, a Luz fica mais fraca.
E não vemos isso mesmo na esquina da nossa rua? Para que uns possam desfrutar de uma vida de luxos, outros tantos têm que viver na miséria e a ironia é a de que a Abundância está cá para todos e, se partilhada, ninguém tinha que passar fome. Conseguimos sentir a indignação ao ver as fotografias de países em guerra, com crianças a sofrerem e pessoas a serem perseguidas e vitimizadas…mas conseguimos ver essa mesma devastação nos nossos corações quando sentimos e expressamos raiva por alguém que dizemos amar? Conseguimos sentir como para nós nos sentirmos aliviados daquele stress interior, descarregá-lo no outro se torna um hábito? E como confundimos a nossa própria liberdade de expressão pela liberdade do outro em ser respeitado, compreendido e verdadeiramente amado?
Como disse a uma pessoa há um tempo atrás: amar qualquer um pode, mas saber amar só quem tem consciência de si e do outro. E, para ter consciência do outro é preciso maturidade. A maturidade que vem de ouvir mais e falar menos. No Amor, não existe violência, não existem más vibrações, não existe crueldade, não existe impaciência e não existem maus-tratos… e, podemos ter a mensagem mais importante do mundo, mas a forma como a passamos é igualmente importante, porque a nossa intenção é importante!
Direi vezes sem conta se preciso for que, ao canalizar um Ser de Luz e ao contactar com as mensagens do Amor Incondicional, não existe qualquer vestígio de energia acutilante, zangada, impaciente, raivosa ou crítica. Assim, da próxima vez que ouvires alguém dizer que utilizou essas energias nos seus comportamentos/palavras/actos em nome do Amor, em nome da Razão, lembra-te que nunca essas energias, que se resumem na palavra Medo, poderão semear algo mais do que isso mesmo e é direito de todos nós sermos tratados com Amor.
É um texto mais intenso que os anteriores, mas senti impulso de o escrever, pois é minha profunda convicção, que somente o poder da Compaixão, Compreensão, Respeito, Paciência, Paz, Beleza e Suavidade, que se resumem na palavra Amor, podem orientar os nossos corações à Liberdade! E, faz parte das nossas escolhas, escolher um caminho ou o outro, tanto no Dar como no Receber.
Com Amor,
Sofia
Transportemos essas histórias e a própria História para dentro das nossas paredes…ou talvez, das paredes de amigos nossos, familiares, pais, avós, vizinhos, etc…conseguiremos reconhecer nos sentimentos e nas atitudes inter-relacionais o princípio deste facto? Conseguiremos reconhecer o desrespeito e os maus-tratos, mesmo quando estes não têm uma dimensão global? Conseguiremos sentir a tristeza e desolação que nos provoca assistir a notícias de morte de animais e natureza pela negligência e egoísmo e, ao mesmo tempo, compadecermo-nos do nosso vizinho, do nosso amigo, do nosso pai, do nosso amante? Será mais fácil erguer o punho contra a injustiça, a violência e a indiferença quando estes reflectem uma realidade longe de nós?
Muitas vezes me perguntei, ao assistir a certas situações, o que leva alguém a ter as mesmas atitudes ou acções de quem mais critica ou de quem mais o magoou, mas justifica-se a si próprio convencendo-se de que o faz por Amor, por Deus, pela Luz? Que princípio tão elevado é esse que leva, por exemplo, um terapeuta a dizer “as verdades” num tom seco, cortante e critico a quem está no seu momento mais vulnerável? Onde, no coração desse terapeuta, ele sente que tem o direito de passar as mensagens “de Deus” da forma mais baixa possível?
E, que razão tão elevada é essa, que sentimos que temos, que nos leva a convencermo-nos que não faz “mal” maltratar quem mais amamos? Eu já passei por isso. Já passei por recipiente desses desrespeitos e já passei por realizador desses mesmos desrespeitos. E, ao ver a devastação que provocava à minha volta, reconheci que aquele não podia ser o caminho que eu queria para mim. Podia ter a maior razão do mundo, mas perdia-a toda naquele momento de raiva. Neste caminho do Amor, as nossas escolhas são cruciais. E, por vezes, essas escolhas implicam longas horas de nos olhar bem a fundo e fazer a pergunta: eu quero ser o que semeia Amor ou eu quero ser o que semeia o Medo? E, nesses momentos, podemos ter a noção de que não conseguimos sentir nada mais senão frustração, raiva ou ressentimentos, mas a escolha é nossa se continuamos a semear essas sementes em nós e no outro ou se reconhecemos que é altura de ir pelo outro caminho.
Um acto de crueldade não se torna certo porque as intenções foram boas. Os fins não justificam os meios, por mais que nos queiramos convencer dos “bons” resultados. Se, para ajudar 50 indivíduos a ficarem “bem”, outros 30 têm que ser sacrificados, e no final, convencemo-nos de que a acção foi bem-sucedida, lembremo-nos que uma vida é divina, cada um de nós é único e tem o direito IGUAL à vida. Como disse o Arcanjo Micael através da Doreen Virtue: nesta rede de Luz, cada humano consciente representa um ponto de Luz e, se, nem que seja um único ponto de Luz se extinguir, toda a rede é afectada, a Luz fica mais fraca.
E não vemos isso mesmo na esquina da nossa rua? Para que uns possam desfrutar de uma vida de luxos, outros tantos têm que viver na miséria e a ironia é a de que a Abundância está cá para todos e, se partilhada, ninguém tinha que passar fome. Conseguimos sentir a indignação ao ver as fotografias de países em guerra, com crianças a sofrerem e pessoas a serem perseguidas e vitimizadas…mas conseguimos ver essa mesma devastação nos nossos corações quando sentimos e expressamos raiva por alguém que dizemos amar? Conseguimos sentir como para nós nos sentirmos aliviados daquele stress interior, descarregá-lo no outro se torna um hábito? E como confundimos a nossa própria liberdade de expressão pela liberdade do outro em ser respeitado, compreendido e verdadeiramente amado?
Como disse a uma pessoa há um tempo atrás: amar qualquer um pode, mas saber amar só quem tem consciência de si e do outro. E, para ter consciência do outro é preciso maturidade. A maturidade que vem de ouvir mais e falar menos. No Amor, não existe violência, não existem más vibrações, não existe crueldade, não existe impaciência e não existem maus-tratos… e, podemos ter a mensagem mais importante do mundo, mas a forma como a passamos é igualmente importante, porque a nossa intenção é importante!
Direi vezes sem conta se preciso for que, ao canalizar um Ser de Luz e ao contactar com as mensagens do Amor Incondicional, não existe qualquer vestígio de energia acutilante, zangada, impaciente, raivosa ou crítica. Assim, da próxima vez que ouvires alguém dizer que utilizou essas energias nos seus comportamentos/palavras/actos em nome do Amor, em nome da Razão, lembra-te que nunca essas energias, que se resumem na palavra Medo, poderão semear algo mais do que isso mesmo e é direito de todos nós sermos tratados com Amor.
É um texto mais intenso que os anteriores, mas senti impulso de o escrever, pois é minha profunda convicção, que somente o poder da Compaixão, Compreensão, Respeito, Paciência, Paz, Beleza e Suavidade, que se resumem na palavra Amor, podem orientar os nossos corações à Liberdade! E, faz parte das nossas escolhas, escolher um caminho ou o outro, tanto no Dar como no Receber.
Com Amor,
Sofia
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